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30 de nov. de 2010

Câmeras, lei de Murphy e Weng Jie


"Precisamos de algumas pessoas malucas, vejam só para onde as pessoas normais nos levaram" (George Bernard Shaw).

Se a foto vai pro Orkut ou não, o fato é que a maior parte das pessoas gosta de tirar fotos e também de ser fotografadas. O Narciso que habita dentro de nós sempre tenta sair do mais íntimo e profundo infinito que há dentro de nós só para fazer cara de criança feliz em propaganda de margarina ou então uma cara do tipo blasé iguais aos das modelos que desfilam. Mas a realidade é que “acontecimentos infelizes sempre ocorrem em série”. Naquele momento em que a câmera está prestes a deixar marcado aquele momento épico, a bateria/pilha acaba. E depois existe uma série de revoltas e uma grande frustração que te acompanhará por longos anos só pelo fato de não ter conseguido tirar a foto que poderia dar a explicação de tudo o que aconteceu naquele momento.

Para evitar tristezas como essas, o designer Weng Jie criou uma alça com painéis solares para câmeras. Chamada de Solar Camera Strap, ela capta energia para carregar a própria máquina. Resolvendo então o problema de ficar sem pilha no meio daquele momento único, como também diminui a necessidade do uso de baterias de lítio-íon.

"Chamada de Solar Camera Strap, ela capta energia para carregar a própria máquina".

Escrito por Marcos Paulo

14 de nov. de 2010

Descarte de pilhas e baterias

As pilhas e baterias causam sérios impactos ambientais quando descartadas de modo inadequado, ou seja, quando jogadas no lixo comum. Elas contêm metais pesados como cádmio, manganês, chumbo e mercúrio, sendo, portanto, extremamente tóxicas ao meio ambiente. Uma pilha pode demorar séculos para se decompor, de 100 a 500 anos e seus metais pesados nunca se degradam, acumulando-se na natureza. Quando descartadas nos lixos comuns, são conseqüentemente, descartadas em lixões ou aterros sanitários. Os componentes tóxicos (metais pesados) quando entram em contato com a umidade, água, calor, ou outras substâncias químicas, vazam e contaminam os solos, os cursos d’água e lençóis freáticos, atingindo assim, a flora e a fauna das regiões próximas. Vale lembrar que os metais pesados são bioacumulativos, ou seja, o organismo quando contaminado não possui a capacidade de eliminá-los. Nessa linha de análise, uma vez um organismo contaminado, pode conseqüentemente, contaminar toda a cadeia trófica, podendo atingir até o homem. Além destes grandes impactos, convém ressaltar que uma pilha contamina aproximadamente 20 mil litros d’água.

"...uma pilha contamina aproximadamente 20 mil litros d’água".
 Diante da situação de desordem em relação à destinação final das pilhas e baterias e aos sérios impactos que estes produtos causam ao meio ambiente, estabeleceu-se na resolução n° 257/99 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), que entrou em vigor em julho de 2000, que as pilhas e baterias após seu esgotamento devem ser repassadas aos fabricantes ou importadores, para que estes tomem procedimentos de tratamento ou disposição final ambientalmente adequado. Entretanto, vale ressaltar que o grande problema tem origem no descarte inadequado destes produtos pela sociedade brasileira, sendo conseqüência da falta conscientização e sensibilização. Este cenário é resultante da falta de informação em relação à problemática do descarte inadequado destes produtos ou mesmo vincula-se à falta de sensibilização. Diante de tais razões, a maioria da população, ignorante no assunto, não conhecendo o grau de virulência desses produtos e seus impactos ambientais, descarta pilhas no lixo comum.

"...o grande problema tem origem no descarte inadequado destes produtos...".

Vale lembrar que na mesma lei, o artigo quinto determina que pilhas e baterias comercializadas, fabricadas e importadas no Brasil devem possuir quantidades mínimas ou quase nulas de mercúrio, cádmio e chumbo, dentre outros metais pesados, podendo, portanto, serem descartas no lixo comum, sendo que desta maneira, os danos ambientais seriam mínimos. Todavia, vale ressaltar que são 1,2 bilhões de pilhas e 400 milhões de baterias de celular comercializadas por ano no Brasil, de acordo com os dados da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (ABINEE), sendo que a maioria vai para o lixo comum. Contudo, como aponta o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), apenas 10% dos aterros sanitários brasileiros possui um manejo correto, sendo que a destinação final de pilhas e baterias no lixo comum seria somente válida para estes 10%. Registre-se ainda que 40% (400 milhões) das pilhas e baterias vendidas no país são ilegais, de acordo com a ABINEE. Em outras palavras, nem toda pilha brasileira está dentro das medidas do CONAMA. Nessa linha de análise, conclui-se que mesmo a quantidade de metais pesados ser mínima, não ameniza muito os impactos ambientais, pois milhões de pilhas são descartadas de forma inadequada ao ano.

"...são 1,2 bilhões de pilhas e 400 milhões de baterias de celular comercializadas por ano no Brasil".
Pilhas e baterias ao tornarem-se inúteis podem ter uma destinação ambientalmente adequada que consiste em sua reciclagem. Ou seja, elas podem ser reaproveitadas transformando-se em um novo produto, ao invés de serem descartadas em aterros ou lixões que contaminam gravemente a fauna e flora com seus metais pesados. No Brasil várias empresas através de seus programas de responsabilidade social, responsabilizam-se pelo recolhimento de pilhas e baterias usadas e pelo transporte até a única recicladora do país, a Suzaquim - Indústrias Químicas Ltda. O principal objetivo desses programas visa em conscientizar e sensibilizar a população em relação ao destino inadequado e ao adequado desses materiais. Convém lembrar que por meio da ação desses programas a quantidade desses produtos lançados ao meio ambiente irá diminuir. Vale dizer que um programa de grande destaque no país é o Papa-Pilhas - Programa Real de Reciclagem de Pilhas e Baterias do Banco Real. A recicladora de pilhas e baterias, Suzaquim, fica instalada em Suzano (SP) e através da reciclagem destes materiais obtêm-se óxidos e sais metálicos, que são inseridos em processos industriais de cerâmica, refratários, vidros, tintas e química em geral. Convém ressaltar que graças a Suzaquim cerca de seis milhões destes produtos são reciclados ao ano, sendo menos de 1% do comercializado.

Devido ao aumento da utilização de aparelhos sem fio, telefones celulares, notebooks, dentre outros aparelhos eletrônicos, o consumo de pilhas recarregáveis tem crescido cada vez mais globalmente. As pilhas recarregáveis ao serem substituídas pelas comuns, alcalinas, dentre outras, diminuem a quantidade de pilhas no planeta, e conseqüentemente, os impactos ambientais também amenizam.      

"...o consumo de pilhas recarregáveis tem crescido cada vez mais globalmente".
Convém lembrar que este tipo de pilha possui o “efeito memória”, que ocorre quando a pilha deixa de ser carregada totalmente. Recomenda-se não fazer recargas quando a bateria está parcialmente descarregada, sendo o correto esperar a pilha descarregar completamente para então recarregá-la. Desta maneira, a pilha pode durar mais tempo.


Escrito por Mariana Lorenzo